domingo, 26 de dezembro de 2010

O efeito permanente do dia seguinte.

Você não é igual a esse lugar, eu vi isso a alguns quilômetros de distância assim longe de mim. E ela não mentiu quando disse que não era aquilo que espera, ela verdadeiramente fugiu para não causar uma decepção, sabe. Mas além do receio, é claro que existe o que quer próximo, o distante... Engana-se se não é feliz desse modo infeliz, ainda que de pouco em pouco. Só descobri depois de um tempo que o prazo de validade é você quem faz, só não ultrapasse o ponto e não estrague o que vai consumir, constantemente. Dependendo da primeira impressão que causei, posso deixar de ser assim nunca mais. Você me deixa ser agora, caso não goste enfie sua opinião no rabo... Ou pronto, posso me arrepender de ter falado dessa forma e desatar a querer chorar de arrependimento, precisando de doses de vodka para conseguir dormir. Porque eu acabo descobrindo, que o problema não é sua cabeça, é o coração. E o efeito? É uma puta ressaca amanhã, depois de amanhã, amanhã e depois...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Nostalgia emprestada

Hoje em dia o que é ruim e desprovido de talento, faz sucesso. Tudo tão comercial sendo bem sucedido, porque a tendência é a banda nova de música ruim e vazia se destacar. Foda-se a tendência. Pior quando algo é realmente bom e não tem o reconhecimento que merece.
Você pode não ter vivido, mas deve ter sentido algo especial ao ouvir um som de uns 20 anos átras, certa nostalgia emprestada que te faz sentir recuperar o tempo perdido. De vez em quando você até ouve algo bom e não quer saber de novidades, mas mendigando por achar algo bom e que faça sentido.
Porque hoje em dia o que é realmente bom é raro, cabou-se ou se tornou um som imperecível.
Procurando algo bom para ouvir, pegando carona nas boa influência e indicações de amigos aqui e acolá. Porque quem indica um bom som, bom sujeito é.
Desculpem a minha chatice, é que... Só estou dizendo por meio de palavras um desabafo da minha meia revolta.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Só, triste.

Não é por uma ou duas coisas, talvez tende por um lado ser pior, mas tristeza é tudo igual. Não quero te desanimar quando você ler isso, mas não estou animada para escrever algo mais alegre que te faça abrir um sorriso de canto. Mas aqui vão uns breves motivos de tanta cabeça baixa. Estou triste por mim, por você, por não ter assistido ao filme que amo só de saber que existe. Triste por saudades de algo distante, por ter respondido uma pergunta em um tom que eu não queria, por nunca ter visto um extraterrestre. Triste pela vontade de fazer e nunca fazer, por estar envelhecendo e não estar adquirindo experiência alguma, triste porque nem tudo é recíproco, por dissimular a dor, por não saber cantar metade do que a Amanda Palmer canta, por ter minhas razôes para andar melancólica, por não ter uma estante de livros, por certas coisas não valerem a soma que dizem... Ainda mais pelas coisas que não acontecem. Tristezas assim, inúteis, outras válidas. É, foda-se, estou triste. E assim... Ando acumulando tristezas a cada dia que passa.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Flow.

Essa vontade louca de não se calar, o mundo gritando de ódio e caindo aos pedaços fluindo pro fim, esse caos, caoticamente enlouquecendo. Esse mundo que sente o desejo de se acabar com todos os causadores dentro antes mesmo de viver, e sente-se um medo quando sabe que não viveu quando pensa em morrer. Um, dois, três, quatro... Para quem se importa com a quantidade contanto que não fique só, e cadê a qualidade? Se não há prazo de validade. Em algum tempo tem o seu encanto se acabar na noite, cagando e andando pro que acontece por aí no mundo e parar só quando se tornar rotina. Tem o seu encanto planejar toda uma vida aos 14 anos, ameaçar fazer tudo e acabar não fazendo absolutamente nada. Acontecer o oposto do que planejou. Não acredito que você tenha mudado, acredito que você melhorou porque há coisas que só se aprendem tarde, com ou sem alguém. E cada um sabe o melhor e o pior de si, pode até achar que o seu melhor é o pior e o pior é achar que não há nada melhor, o realismo do pessimismo. Claro que pedir não é alcançar, mas ás vezes é a única opção que te resta, e aquela frescura dizendo para alguém ir, desejando que ela fique... E você não tem direito a três, mas a milhões de pedidos. Acredite isso é mais viciante do que qualquer droga legal ou ilegal. E assim continuamos os mesmos com milhões de dores e várias saudades, vontades explicáveis e inexplicáveis, descrenças da cabeça perversa e inocente, das paranóias, ciumeiras, acontecimentos quase inesquecíveis, milhões de indignações de aceitar as coisas como são de um jeito que você não quer que assim seja, ou o gozo de felicidade de sentir que as coisas vão do jeito que queria, tão feliz que todo o medo e receio desaparecem e essas sensações vão acabando por mais que você as quisesse intermináveis. É o início da sua vida.

sábado, 21 de agosto de 2010

Corada.

É de uma cumplicidade incrível e às vezes meia palavra basta. Sei que tenho a sorte e a honra de ter. A gente nunca sabe explicar como as coisas começam ou onde acabam... Ou prefere que nunca acabe, mas é preferível não saber. É bem aos poucos que tudo vai surgindo, não é por obrigação de corresponder, mas sim por sentir o mesmo e que se torna melhor ainda. Tudo é questão de como se vê, vive e sente. Isso é raro. Alguns sentimentos são fudidamente difíceis de explicar, concluindo que melhor explicação não há. Só se sabe sentindo. Agora me sinto aliviada por saber o que quero, de repente tudo fez sentido. Um sentido sem sentido para todos os sentidos. Raramente senti o que estou sentindo hoje. Só sei que vai acontecer quando tiver que acontecer e vai ser do jeito que tem que ser. Estou mais do que certa disso. Já chorei à beça, porque não posso sorrir até me acabar? Acho que todo mundo tem esse direito. Estou sofrendo normalmente e alegremente. Que seja da melhor forma possível. Se você sentiu coisas que não tem lá as suas explicações, então vai ficar corada.

sábado, 3 de julho de 2010

Vice e versa.

Tenho profunda admiração pelas pessoas que me suportam e eu não suportaria perdê-las. Adoro pessoas que são o que são sem se esforçar pra ser, são naturalmente simpáticas, confiantes, gentis... Essas sim me conquistam. Eu gosto do que começa quieto, sem forçar nada e do nada te preenche cada vez mais. Eu gosto do que se deixa fluir. Não gosto de pessoas que tem medo de cometer erros, pois querem sempre acertar e parece que estão fazendo teste para ir pro céu, como se a vida fosse um teste para ver se você reprova ou passa. Ás vezes errar é acertar para não se fazer novamente. Cometer erros não te torna um asno. Gosto de coisas simples, como um abraço forte sem pretensão, um sorriso dizendo sim, um olhar cativante. São carinhos simples, mas que dão uma ótima sensação. Eu não gosto de coisa morta, eu gosto de reações, qualquer uma que seja. Pra que serve o ombro? Além de dar sustentabilidade aos braços, serve de apoio a alguém que precise desabafar.
Pode não parecer, mas eu me importo com as pessoas, mas só com aquelas que se importam comigo, elas sim cuidam de mim melhor do que eu mesma. Eu gosto de encarar as pessoas, mas só quando elas não estão me olhando. Provoque-me um sorriso que eu te provoco uma gargalhada. Falar de mim é complicado, então escrevo.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Que seja

Eu tenho vontade de me dar um soco toda vez que eu me decepciono com alguém porque eu me sinto como uma idiota, e enganada por ter acreditado no que era falso. É como estar em um sonho e acordar assustada porque a sua realidade era outra. Mas será que devemos viver nessa desconfiança e não acreditar em ninguém acreditando só em nós mesmos? É complicado, mas não difícil de entender, é só saber em quem se deve confiar mesmo que leve tempo. Mas é tão bom saber e ter em quem confiar, mesmo que seja apenas um ser. E saber que para sempre essa pessoa vai estar pra você e com você. O meu pra sempre é dure o quanto durar, mas que seja e tenha sido bom. Pra quê sofrer por algo que não vai ser pa ra sempre? E se foi bom vai doer por ter acabado e melhor ainda por ter valido a pena. Eu odeio quando algo que eu não procuro me acha, não sei lidar com esse tipo de coisa, eu não pedi. Eu adoro a sintonia dos pensamentos, a correspondência, dizer só o que faz bem e ouvir o mesmo. Mas o que eu quero é mais confiança e menos desinteresse de ambos. E depois de tudo que já passou comigo. Eu só consigo sentir o gosto da lágrima se misturando com o gosto da cerveja, um gosto salgado e quente. Por que eu cansei de confiar desconfiando. E a decepção de ontem vai se dissipando com a aprendizagem que ficou hoje. Que seja confiável.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Coffe and cigarettes

Vou continuar com o café e com o cigarro. Admito que esse vício não me ajuda, mas é como se ás vezes os meus problemas se dissipassem, assim como a fumaça do cigarro, mesmo que por alguns segundos. Xícara cheia, cabeça cheia. Me entupo de cafeína antes que eu me entupa de algo pior. E eu não me importo, eu realmente não me importo com as conseqüências. Se eu largasse os meus maus hábitos, os meus maus problemas não largariam de mim, então vou continuar na mesma, nessa de vai, não vai. E só de pensar em largar algum vício, isso já me faz querer largar a vontade de resolver meus problemas. Tédio, se não mata, te deixa sem vontade alguma de fazer nada. Cansaço, cansei da rotina, e ela se cansa de mim, cansei do tudo no lugar certo, do tudo no seu devido lugar. Se ao menos conseguíssemos organizar nossa vida como organizamos objetos fora do lugar, seria fácil muito fácil viver. Eu leio, leio para distrair a mente, para acrescentar algo de bom, leio nem que seja um conto. Distraio a mente.Desisto, desisto, desisto. Insisto, insisto, insito. É tão confuso... Talvez se eu for pelo caminho errado, talvez não seja tão errado assim, porque eu sou o errado tentando fazer o certo, e qual é o certo? Eu desisto ou insisto? Vou desistir, vou desistir de mim.Vou continuar in-di-fe-ren-te como sempre fui. Ah, já sei o que vou fazer...Vou jogar pelo ralo todas as minhas emoções, explodindo dentro de mim, não quero sentir mais nada. E os meus maus hábitos vão continuar aqui, tentando me completar. Cansada, tão cansada e se eu fico calada é porque eu tenho muito a dizer. Sem apetite algum e só com merda na cabeça, é assim que eu tô.Vou ficar aqui parada, esperando tudo cair do céu...Quem sabe uma hora isso aconteça,não é? Eu sei, nunca irá acontecer. Então vou esperar compaixão, porque eu já perdi minhas esperanças, foram pelo ralo. O meu vazio é tão grande, que rejeita qualquer tentativa de tentar preenche-lo.Vai e leve tudo de mim, eu não tenho mais nada mesmo.

domingo, 4 de abril de 2010

Às vezes.

Às vezes a gente precisa sair, esfriar a cabeça e pensar quem somos e onde queremos estar. E às vezes se precisa mostrar ao mundo quem somos porque se você se guardar demais, acaba se prendendo dentro de si. Às vezes é preciso sair mesmo que sem rumo só para distrair a cabeça, apenas para não ficar olhando para quatro paredes te sufocando, e que não falam nenhuma palavra da sua língua. Às vezes se precisa esfriar a cabeça, contar até dez porque são os seus pensamentos que te perturbam, os problemas não resolvidos, a desorganização tentando se organizar, o cansaço de pensar. Às vezes é preciso pensar quem nós somos ou como queremos ser. Somos aquilo que nos completa, somos um pouco de tudo e o pouco de tudo está dentro de nós. Às vezes se precisa saber onde quer estar e se ali é realmente o nosso lugar. Ou se o nosso lugar é acolá, precisamos nos perder para nos achar. E ás vezes é preciso perder algo valorozo, para saber depois dar o devido valor. E às vezes deixe pra lá.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Há dias...

Há dias em que você quer ver o mundo, mas o mundo não quer ver você. Há dias em que você quer mandar meio mundo a puta que pariu. Há dias em que você está se fechando para o mundo, mas o mundo se abre para você. Há dias em que você não quer abrir seus olhos para ver, fechar a boca para não falar e os ouvidos para não ouvir. Há dias em que você sorri para todos, mas ninguém sorri de volta pra você. Há dias em que você não está para ninguém, mas os alguéns estão para você. Há dias em que você quer que o mundo se exploda, mas antes você precisa salvar tudo aquilo que te faz viver e seguir sem titubear... Nem que seja algum motivo pequeno nessa merda de mundo para viver. Por que tem algo mais devastador do que viver sem motivação?