quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Desabafo, palavrões e o caralho a quatro.



Acho que todos nós temos em alguns momentos dessa vida esses ataques desnecessários de raiva, de propensão extrema a se entristecer pelo tédio, de insatisfação consigo mesmo. É natural que isso aconteça, porque se manter de bem com tudo é afastar a realidade e adiar cada vez mais a solução das suas aflições, a saída dos seus problemas. Não é lá muito normal manter em mente que não há motivos para preocupações e estar feliz o tempo todo. Forçar não é tentar. Felicidade não passa nem perto de ser fácil assim. E a não ser que você tenha razões por mais simples que sejam que te fazem abrir um sorriso por pelo menos 5 segundos, sua sincera felicidade instantânea estará longe de ser real e notada. Mas mesmo que eu procure cometer o erro de fugir da minha realidade às vezes, sei o quanto isso é atraso de vida. Tanto que já passei da hora de seguir adiante e por algum motivo não consigo. Essa estagnação traz um incômodo tão grande que apenas peço que não pergunte como vou sair disso. Não pergunte nada que eu não saiba responder.
Se eu pudesse voltar atrás, em um certo ponto da minha vida, concertaria a única merda da qual realmente me arrependo, um erro só, que ocasionou todo esse caos que enfrento hoje e agora, exatamente nesse instante. Ah, s’eu pudesse concertar o que me culpo até hoje de ter feito, talvez não estaria na situação fodida da qual me encontro. Mas naquela época estudar havia se tornado um fardo, não tinha o menor saco e hoje me sinto mais perdida do que.
Porra, nunca faça a merda que eu fiz da minha vida. Nunca deixe uma obrigação em segundo plano.
Quantas e quantas vezes ao dia me pego sorrindo por algo simples e minutos depois triste por coisa à toa. Não sei explicar e inefável não é, pois consegue me deixar mal durante um dia inteiro, até que eu deite inconformada querendo chorar ou gritar de tanta agonia pensando no que gostaria de ter de volta, em tudo o que se passou e não me sobrou nem a coragem de ir dizer o quanto sinto falta mesmo que não seja recíproco. E não conto isso p’ra absolutamente ninguém. Adianta contar a saudade? Então guardo o que sinto numa espécie de cápsula mental. Penso em ligar e dizer somente coisas boas, não essas que vivem me atormentando e que nem sei direito como chamar. Não consigo nem ao menos manter contato com quem não quero de jeito algum perder. E mesmo assim evito por ter receio de incomodar. Só meu coração vai dizer o que deixo em silêncio. Meus dramas continuam sendo escancarados, minha melancolia permanece em ascensão. Acredito que não deve existir quem suporte porque céus, eu sou tão chata e ultimamente ando assim mais do que o de costume. Fiquei amarga e nunca fui forte quanto já transpareci, nunca fui fraca como aparento ser. Acho que sei dosar, dizer que estou bem sem estar, coisa que já se tornou rotina. Ao menos palavrão é algo que digo fluentemente. E como é sincero, não? Caralho, como é bom libertar-se dessa maneira. Eu quero mesmo é resumir o que disse apenas dizendo que vão à merda quaisquer tipos de censuras, principalmente as sentimentais. O amor e um foda-se poderiam resolver tudo.
 

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