sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Aconchego do livre afeto.



Acho que já me conformei com tal coisa e coisa e tal. Não queria, mas foi o jeito, aconteceu. Não houve uma despedida, não houve nada além de saber, confirmar a intuição. Tua ida já foi longe demais. Quero pensar com calma e mastigar essa superação, fumar um cigarro, então é bom que não ponham expectativas em mim por aquilo que. Deixa pra lá...
Percas, danos, desperdício. Quem é que sai ileso de tudo isso, me diz? E quem é que não aprende também. Eu aprendi tanto com vocês, me diz aí o que diabos vocês aprenderam comigo q’eu não sei, diz que a experiência valeu a pena. Porque pra mim valeu e repetiria a dose tantas vezes que correria o perigo de ter um coma alcoólico, pois agora eu pouco me importo pros riscos que posso correr. Vou estar sentada, bebendo a falta e esperando ouvir coisas agradáveis a respeito de mim para o mundo, não ousem me decepcionar. E sinta-se livre, veja só o privilégio, não vou quebrar o coração de ninguém por quem tenho amor e nem implorar (ou esperar) por reciprocidade.
Não sei quando foi que aprendi a sofrer desgraçadamente em um estante e sorrir cinco minutos depois, se esse for um jeito certo de amadurecer sentimentalmente mesmo com a fragilidade que possuo por causa da essência, então vou fincar meus pés na raiz dessa árvore. Mas eu nunca entendi como as coisas funcionam, sabe? Essas coisas aí, que incomodam mais do que pedra no sapato encharcado depois da chuva molhar. Muita coisa não desce porque é como aquele café gelado que minha mãe alertou bem antes que iria esfriar, mas mesmo com todo amor que sinto por ela, não dei a importância necessária e deixei que esfriasse, não o amor, mas a vida que ficou morna e assim, acabava desistindo por um dia. Aí é só lamento por não ter dado importância suficiente ao café, as palavras da mãe, ao gato da vizinha, a essas coisas vivas e cheias de ternura e bondade. Podem achar que é inocência da minha parte, mas se você olhar com carinho verá que há uma imensidão de pessoas andando com o peito cheio de amor e humanidade, por isso não se sentem sozinhas. E nem demonstram porque escondem em um local seguro, no coração. Só não deixe as coisas passarem assim, não tenha medo de dizer eu te amo.

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