terça-feira, 13 de abril de 2010

Coffe and cigarettes

Vou continuar com o café e com o cigarro. Admito que esse vício não me ajuda, mas é como se ás vezes os meus problemas se dissipassem, assim como a fumaça do cigarro, mesmo que por alguns segundos. Xícara cheia, cabeça cheia. Me entupo de cafeína antes que eu me entupa de algo pior. E eu não me importo, eu realmente não me importo com as conseqüências. Se eu largasse os meus maus hábitos, os meus maus problemas não largariam de mim, então vou continuar na mesma, nessa de vai, não vai. E só de pensar em largar algum vício, isso já me faz querer largar a vontade de resolver meus problemas. Tédio, se não mata, te deixa sem vontade alguma de fazer nada. Cansaço, cansei da rotina, e ela se cansa de mim, cansei do tudo no lugar certo, do tudo no seu devido lugar. Se ao menos conseguíssemos organizar nossa vida como organizamos objetos fora do lugar, seria fácil muito fácil viver. Eu leio, leio para distrair a mente, para acrescentar algo de bom, leio nem que seja um conto. Distraio a mente.Desisto, desisto, desisto. Insisto, insisto, insito. É tão confuso... Talvez se eu for pelo caminho errado, talvez não seja tão errado assim, porque eu sou o errado tentando fazer o certo, e qual é o certo? Eu desisto ou insisto? Vou desistir, vou desistir de mim.Vou continuar in-di-fe-ren-te como sempre fui. Ah, já sei o que vou fazer...Vou jogar pelo ralo todas as minhas emoções, explodindo dentro de mim, não quero sentir mais nada. E os meus maus hábitos vão continuar aqui, tentando me completar. Cansada, tão cansada e se eu fico calada é porque eu tenho muito a dizer. Sem apetite algum e só com merda na cabeça, é assim que eu tô.Vou ficar aqui parada, esperando tudo cair do céu...Quem sabe uma hora isso aconteça,não é? Eu sei, nunca irá acontecer. Então vou esperar compaixão, porque eu já perdi minhas esperanças, foram pelo ralo. O meu vazio é tão grande, que rejeita qualquer tentativa de tentar preenche-lo.Vai e leve tudo de mim, eu não tenho mais nada mesmo.

domingo, 4 de abril de 2010

Às vezes.

Às vezes a gente precisa sair, esfriar a cabeça e pensar quem somos e onde queremos estar. E às vezes se precisa mostrar ao mundo quem somos porque se você se guardar demais, acaba se prendendo dentro de si. Às vezes é preciso sair mesmo que sem rumo só para distrair a cabeça, apenas para não ficar olhando para quatro paredes te sufocando, e que não falam nenhuma palavra da sua língua. Às vezes se precisa esfriar a cabeça, contar até dez porque são os seus pensamentos que te perturbam, os problemas não resolvidos, a desorganização tentando se organizar, o cansaço de pensar. Às vezes é preciso pensar quem nós somos ou como queremos ser. Somos aquilo que nos completa, somos um pouco de tudo e o pouco de tudo está dentro de nós. Às vezes se precisa saber onde quer estar e se ali é realmente o nosso lugar. Ou se o nosso lugar é acolá, precisamos nos perder para nos achar. E ás vezes é preciso perder algo valorozo, para saber depois dar o devido valor. E às vezes deixe pra lá.